Início Distrito Federal Polícia do DF conclui que Bolsonaro não cometeu crime por arma apreendida

Polícia do DF conclui que Bolsonaro não cometeu crime por arma apreendida


Da redação

A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal que não há “materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito” cometida por Jair Bolsonaro (PL). No mesmo documento, o órgão indiciou o militar Estácio Leite por porte ilegal de arma.

Segundo a Polícia Civil, Bolsonaro tinha registro válido da arma e não havia restrições conhecidas para tê-la em sua residência. “Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro”, disse a corporação.

Estácio Leite foi levado à delegacia após ser flagrado transportando uma arma atribuída a Bolsonaro durante abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga. O militar atua no Gabinete de Segurança Institucional e conduzia um veículo oficial da Presidência quando foi parado em uma blitz da Lei Seca. No automóvel, policiais encontraram uma pistola Glock calibre 9 milímetros e um carregador com 30 munições.

Leite afirmou à polícia que a arma pertencia a Bolsonaro e que havia retirado o armamento para realizar reparo no percussor por apresentar falha mecânica. Foi liberado após os procedimentos e a arma ficou apreendida para investigação. Conforme a Polícia Civil, ele possui autorização para porte de armas da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial, mas portava armamento registrado em nome de terceiros, sem autorização do proprietário e em desacordo com o Estatuto do Desarmamento.