Da redação
A Polícia Federal realizou na terça-feira, 12, a Operação Castratio para desarticular um grupo suspeito de fraudar R$ 200 milhões em contratos de castração animal ligados à Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro. Entre os investigados está o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), conforme autorização do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Polícia Federal, a apuração indica possíveis direcionamento, fraude e superfaturamento em licitações envolvendo contratos para castração e esterilização de animais. Esses contratos, firmados entre o governo do Rio de Janeiro e uma empresa privada, totalizam aproximadamente R$ 200 milhões, conforme levantamento feito pelos investigadores.
Durante a operação, agentes federais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Rio, como Itaocara, Macaé, Niterói e na capital, além de ações em São Roque e Mairinque, no interior paulista. As medidas foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal dentro do inquérito que apura a suposta fraude.
Marcelo Queiroz, principal nome citado na investigação, destacou nas redes sociais que “a tentativa de vincular” seu nome a problemas do governo estadual teria surgido durante a campanha eleitoral para a prefeitura do Rio em 2024, após recusa em apoiar o candidato do ex-governador. Ele afirmou que atua publicamente como defensor da causa animal e promove ações pela castração gratuita.
O parlamentar já ocupou cargos no Executivo fluminense, entre eles o de secretário estadual de Agricultura em 2020 e de secretário municipal de Meio Ambiente no ano anterior. Atualmente, exerce o mandato de deputado federal, com afastamentos sucessivos para integrar a administração municipal do Rio de Janeiro.
A defesa de Marcelo Queiroz reafirmou respeito às instituições e ao processo legal, enfatizando disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. O deputado também foi vereador do Rio entre 2012 e 2016 e deputado estadual entre 2018 e 2019, sempre ligado a pautas ambientais e de proteção animal.






