Da redação
A Polícia Federal prendeu dez pessoas suspeitas de fraudar processos de compra e registro de armas de fogo destinados a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores em operações realizadas no Rio de Janeiro e em Vila Velha (ES). Segundo a corporação, as prisões ocorreram durante a Operação Polaridade, que também cumpriu 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão.
De acordo com a PF, as investigações começaram após a Delegacia de Polícia Federal em Niterói identificar inconsistências em processos de registro de armas para CACs. O núcleo do esquema seria um colaborador terceirizado responsável pela análise documental do setor de armas. Conforme a investigação, ele estaria aprovando requerimentos sem a documentação obrigatória ou respaldados por documentos falsos e incompatíveis com as exigências legais.
Os agentes identificaram nos processos documentos repetidos apresentados por diferentes requerentes, comprovantes de residência falsificados e ausência de papéis exigidos para aprovação dos pedidos. A PF também constatou irregularidades em certificados técnicos e em outros requisitos obrigatórios para a aquisição de armas de fogo, incluindo armas de uso restrito. Segundo a Polícia Federal, há indícios de relação entre parte dos requerimentos irregulares e armas apreendidas em outra ação policial.
As buscas visam identificar novos envolvidos, apurar possíveis vínculos com organizações criminosas e esclarecer o nível de participação de cada investigado. Conforme a Polícia Federal, os suspeitos podem responder por organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da administração pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo. Segundo a corporação, registros considerados irregulares serão cancelados.




