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Polícia Federal prende Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

Da redação do Conectado ao Poder

O mandado de prisão preventiva foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF

A Polícia Federal prendeu Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, na manhã desta sexta-feira, 2 de janeiro. A prisão foi decorrente de um mandado preventivo expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Martins foi detido em sua residência em Ponta Grossa, no Paraná, dentro das investigações relativas a uma trama golpista que remete a eventos pós-eleitorais de 2022.

A prisão de Martins acontece após uma série de medidas cautelares já impostas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento, e ocorre depois de ele ter violado uma dessas medidas. Moraes alegou que Martins utilizou a rede social LinkedIn, o que contradiz as ordens judiciais que lhe proibiam de acessar plataformas digitais.

“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social”, afirmou o ministro em sua decisão.

No mês passado, Martins havia sido condenado a 21 anos de prisão por seu papel em obstruir a transição democrática após a derrota de Bolsonaro nas eleições. Ele estava cumprindo cautelares em sua residência em Brasília até ser levado à prisão preventiva.

A defesa de Filipe Martins, liderada pelo advogado Jeffrey Chiquini, declarou que as redes sociais de Martins foram manuseadas por seus advogados e adiantou que pretende recorrer da decisão de prisão. A alegação é de que a conversão para prisão domiciliar foi realizada sem justificativas processuais claras, especialmente durante um período de festas e recesso.

Essa investigação faz parte de um conjunto maior de ações, como a Operação Tempus Veritatis, que busca apurar tentativas de subversão ao Estado democrático de direito na sequência das eleições de 2022. A decisão recente do STF se insere em uma sequência de medidas que já resultaram na prisão de outros réus envolvidos no mesmo caso, face a incidentes como a tentativa de fuga de um ex-integrante da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, em dezembro de 2025.