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Polícia investiga fraude contra credores na recuperação judicial do Vasco e atuação de dirigente


Da redação

A Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro investiga um possível crime de fraude contra credores na recuperação judicial do Vasco, envolvendo a cobrança de uma dívida reivindicada pelo ex-jogador Max. Segundo a Polícia, as apurações se concentram no cálculo do crédito, que teria passado de cerca de R$ 2,5 milhões para aproximadamente R$ 8 milhões.

Os investigadores também analisam o papel de Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do Vasco e ex-advogado de Max, para apurar se houve conflito de interesses, já que ele teria seguido presente nas fases posteriores do processo mesmo após deixar formalmente a defesa do ex-jogador. De acordo com depoimentos, Belaciano participou de audiências em 2017 e 2019 a pedido de Max, além de se colocar à disposição para intermediar negociações entre o clube e advogados trabalhistas.

A Polícia compara relatos, documentos e depoimentos para determinar a origem exata dos valores e a participação de cada envolvido, inclusive porque o Conselho Fiscal da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco já havia solicitado investigação sobre possíveis conflitos de interesses em sete diferentes créditos, que somam cerca de R$ 10,8 milhões. Até o momento, conforme os investigadores, não há conclusão sobre eventual fraude ou participação irregular.

A administradora judicial do caso, Adriana Zamponi, afirmou que Vasco e SAF já reconheciam uma dívida de aproximadamente R$ 7,9 milhões com Max, contestando a versão de que os valores teriam surgido apenas posteriormente. O inquérito permanece aberto, com previsão de ouvir ainda Belaciano, o presidente do clube, Pedrinho, e outras pessoas antes de sua conclusão.