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Policiais militares de São Paulo são afastados após execução de suspeito rendido

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Da redação

Na noite de segunda-feira, 4 de maio, em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, Lucas Ferreira Tomaz, de 30 anos, registrou policiais militares atirando em um suspeito rendido. Ele afirma ter sido ameaçado pelos agentes após divulgar o vídeo, que mostra o momento do disparo.

Segundo Lucas, que é encarregado de obras, os policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e do 22º Batalhão entraram em sua residência após o episódio, fotografaram suas tatuagens e disseram que iriam procurá-lo caso as imagens fossem divulgadas. Ele relatou não temer represálias, embora familiares estejam apreensivos.

Lucas declarou: “Eu digo: ‘não tenho medo, pelo amor de Deus, fiquem tranquilos’. Estamos nas mãos de Deus. Não devemos abaixar a cabeça ou temer”. Ele manteve essa postura ao depor no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e na Corregedoria da Polícia Militar. “Quanto mais eu fizer isso, eles não vão me tocar”, completou.

O incidente ocorreu após uma perseguição policial a um Fiat Strada vermelho, segundo Lucas. Ele gravou o momento em que um policial atirou contra o suspeito, que estaria rendido e com as mãos no painel. De acordo com a Polícia Militar, um dos suspeitos foi detido e outro, de 20 anos, permaneceu armado, sendo baleado após intervenção.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito no local, conforme Lucas, embora a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informe que o suspeito morreu no hospital. No mesmo dia, policiais também tiveram acesso à residência de Lucas, solicitaram imagens de câmeras e apagaram vídeos de seu celular.

A SSP informou que os policiais envolvidos foram afastados do serviço operacional, sem detalhar o número de agentes ou as punições. As armas dos policiais estão sob perícia e as imagens das câmeras corporais são analisadas. O caso é investigado pelo DHPP e por inquérito próprio da Polícia Militar, com auxilio de exames periciais do IC e IML.