Da redação
Portugal foi eleito nesta quarta-feira, 5 de junho, como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biênio 2027-2028, após receber 134 votos na Assembleia Geral, em Nova York. A eleição preenche cinco vagas rotativas e contou com sete países disputando assentos no órgão.
Trinidad e Tobago e Zimbábue concorreram sem adversários e devem ocupar as vagas atualmente destinadas a Panamá e Somália a partir de 31 de dezembro. Já Portugal, concorrendo no Grupo da Europa Ocidental e Outros, disputou duas cadeiras contra Áustria e Alemanha, que também estavam na disputa.
A votação secreta foi aberta a todos os 193 Estados-membros da ONU aptos a votar e considerou a representação regional. Os eleitos garantirão mandatos de dois anos, participando das decisões sobre a paz e a segurança internacionais entre 2027 e 2028. Portugal é o único candidato de língua portuguesa nesta rodada.
A secretária de Estado portuguesa, Ana Isabel Xavier, destacou que o país é membro da ONU há 70 anos e participa de operações de paz há 65 anos. Ela afirmou: “E, por isso, acho que acima de tudo, eleva a responsabilidade de um país como Portugal. E é por isso que nós estamos tão comprometidos também em dar voz ao mundo.”
No Grupo Ásia-Pacífico, apenas uma vaga está em disputa, concorrida por Filipinas e Quirguistão. O vencedor ocupará o posto atualmente de Paquistão a partir do próximo ano. No Conselho, Áustria busca seu quarto mandato — o último terminou em 2010 — e Alemanha tenta um sétimo, com o mandato mais recente encerrado em 2020.
O Conselho de Segurança da ONU tem 15 membros, entre eles cinco permanentes: China, França, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia, que detêm poder de veto. Os dez países restantes ocupam assentos rotativos e cada mandato tem duração de dois anos. A presidência do órgão é rotativa e atribuída mensalmente aos membros.







