Por Alex Blau Blau
Movimentação política em São Paulo amplia disputa interna na federação e acende alerta em aliados de Tarcísio de Freitas
A possibilidade de o influenciador Pablo Marçal disputar uma vaga ao Senado por São Paulo passou a gerar forte repercussão nos bastidores da federação entre o Progressistas e o União Brasil. O cenário é visto como mais um fator de tensão na já desgastada relação entre os dois grupos no estado.
Embora esteja atualmente inelegível, Marçal sustenta que suas pendências na Justiça Eleitoral ainda não tiveram decisão definitiva e, por isso, poderia tentar reverter a situação no Tribunal Superior Eleitoral, mantendo viva a possibilidade de candidatura.
Nos bastidores, integrantes das siglas avaliam que uma eventual entrada de Marçal na disputa ao Senado poderia impactar diretamente os planos do deputado federal Guilherme Derrite, hoje um dos nomes cotados dentro do grupo alinhado ao governador Tarcísio de Freitas.
A avaliação interna é de que Marçal teria potencial para dividir o eleitorado e enfraquecer a base eleitoral de Derrite, alterando o equilíbrio da disputa e criando incertezas sobre o desempenho da chapa.
Apesar das especulações, lideranças do União Brasil em São Paulo, incluindo o ex-vereador Milton Leite, afirmam publicamente que o ex-coach não seria candidato ao Senado, mas sim a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ainda assim, a possibilidade não é totalmente descartada nos bastidores.
O debate se intensificou em meio à disputa pelo comando da federação no estado. O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, é citado como peça central nas negociações, o que tem gerado resistência de parte do União Brasil paulista.
Aliados de dirigentes locais afirmam que a simples hipótese de expansão do espaço político de Marçal já foi suficiente para elevar o nível de tensão entre os partidos, sobretudo diante de divergências sobre a estrutura de comando da aliança.
Em reação, o União Brasil paulista divulgou nota com críticas à condução das negociações, afirmando não aceitar imposições externas na gestão da federação e sinalizando que poderá rever alianças caso o acordo avance em termos considerados desfavoráveis.
O impasse se soma a um ambiente político já marcado por disputas internas e incertezas sobre o desenho das chapas para as eleições, com impacto direto nas estratégias eleitorais em São Paulo.




