Da redação
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a Suprema Corte do país após ter uma de suas tarifas consideradas ilegais. Em publicação na rede Truth Social nesta segunda-feira (23), Trump afirmou que a Corte já lhe permitiu realizar “coisas terríveis” contra países estrangeiros, mas agora o impede de instituir taxas sobre esses mesmos países. “Posso usar licenças para fazer coisas absolutamente ‘terríveis’ a países estrangeiros, especialmente aqueles que têm NOS ROUBADO há décadas, mas, de forma incompreensível, não posso cobrar uma taxa deles”, escreveu.
Trump destacou que a Suprema Corte aprovou todas as suas outras tarifas, sem detalhar quais, e disse que elas seriam mais eficazes e incômodas do que o pacote rejeitado. Para ele, a decisão do Tribunal “fez um ótimo trabalho para as pessoas erradas” e beneficiou países como a China. “Essa Suprema Corte encontrará uma maneira de chegar à conclusão errada, uma que deixará a China e várias outras nações felizes e ricas”, afirmou, ironizando ainda ao mencionar que passará a escrever o nome da Corte em letras minúsculas, “por total falta de respeito”.
Segundo artigo da colunista Mariana Sanches publicado no último sábado, o histórico do Tribunal Supremo tem sido de ampla aprovação da agenda de Trump, com vitória para o governo em cerca de 80% dos mais de 20 casos levados à Corte em 2025. Entre as decisões pró-Trump estão o limite à atuação de juízes federais nas ordens presidenciais e o respaldo a políticas anti-imigratórias.
O Tribunal permitiu, por exemplo, que agentes do ICE utilizassem critérios raciais e étnicos para abordagens e autorizou o fim do status temporário de mais de meio milhão de imigrantes. Na administração pública, a Suprema Corte viabilizou demissões em massa em cerca de 20 agências federais e a extinção da USAID, após a criação do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) chefiado por Elon Musk.
Ainda, a Corte deu aval a medidas polêmicas nas áreas de identidade e educação, como o banimento de pessoas trans das Forças Armadas e o corte de US$65 milhões em treinamentos sobre igualdade e diversidade para professores, além de exigir a inclusão do sexo de nascimento em passaportes norte-americanos.






