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Prazo para adesão ao acordo dos planos econômicos termina em junho de 2027


Da redação

Cerca de 280 mil acordos ainda podem ser firmados no Brasil por poupadores que tiveram perdas com os expurgos inflacionários dos planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II, conforme estimativa da Frente Brasileira pelos Poupadores (Febrapo). O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o Acordo dos Planos Econômicos em 2018, estabelecendo essa como a única possibilidade de indenização. Desde então, mais de 365 mil contratos foram assinados e quase R$ 6 bilhões pagos.

Segundo a Febrapo, esta é a última oportunidade para quem busca ressarcimento pelas perdas registradas nos anos 1980 e 1990, já que o STF decidiu, em maio do ano passado, pela constitucionalidade dos planos, mas reconheceu o direito à indenização dentro dos limites do acordo coletivo. Não há expectativa de decisões judiciais mais favoráveis no futuro, conforme entendimento atual do Supremo.

A Febrapo orienta que esperar não oferece qualquer vantagem. “O valor da indenização não cresce com o tempo”, afirma a entidade, destacando que o dinheiro pode ser imediatamente investido ou usado para quitar dívidas. A recomendação é aderir ao acordo com antecedência, pois, quem deixar para o último momento pode não conseguir encerrar o processo a tempo e terá de arcar com custos judiciais.

Os acordos se originaram após as perdas enfrentadas por milhões de brasileiros com a alteração abrupta das regras da caderneta de poupança pelos planos econômicos do final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Esses planos aplicaram índices de correção menores que a inflação real, o que levou a décadas de disputas judiciais e, posteriormente, ao acordo homologado pelo STF, considerado o maior já pago no Judiciário brasileiro.