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Prefeitura de SP foi alertada dias antes sobre risco de confusão em blocos


Da redação

Dias antes do tumulto durante o pré-Carnaval na rua da Consolação, a Prefeitura de São Paulo foi alertada sobre o risco de superlotação no local. Em 5 de fevereiro, a vereadora Marina Bragante (Rede) enviou ofício ao secretário de Governo, Edson Aparecido, e ao diretor-presidente da SPTuris, Gustavo Pires, demonstrando preocupação com os desfiles do Bloco Skol, que teria como principal atração o DJ Calvin Harris, e do Acadêmicos do Baixo Augusta, que esperava até 1,5 milhão de foliões. Bragante citou possíveis impactos logísticos e de dispersão, e pediu planos de contingência, além de possível ajuste nos horários dos desfiles.

Segundo a vereadora, a sobreposição dos blocos no cruzamento da Consolação com a avenida Paulista poderia resultar em atrasos, aglomeração e dificuldades na dispersão dos participantes. O documento enviado à Prefeitura solicitava detalhes do planejamento operacional do evento e medidas para evitar transtornos à população.

A SPTuris respondeu afirmando que a Comissão Especial do Carnaval de Rua tomou providências para garantir a segurança dos eventos, com reuniões junto à Polícia Militar, Guarda Municipal, companhia de trânsito e Metrô. Foram feitas visitas técnicas aos blocos para identificar pontos sensíveis, além da instalação de grades, definição de acessos diferenciados para foliões, artistas e ambulantes, e planejamento de intervalos entre os desfiles para limpeza da via.

No entanto, no domingo, houve confusão durante o desfile do bloco com Calvin Harris e outros artistas, como Nattan, Xand Avião e Zé Vaqueiro. O cortejo parou pouco após o meio-dia, ocorreram empurra-empurra e desmaios, e o show de Harris só começou após as 15h, mais de uma hora atrasado. O bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, previsto para as 14h, também teve sua saída adiada.

Como resposta ao tumulto, a Prefeitura acionou plano de contingência, abrindo vias transversais para dispersão e bloqueando novos acessos, com apoio da GCM. Apesar dos transtornos, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou o Carnaval como um “sucesso”. A Prefeitura foi questionada sobre possíveis mudanças no planejamento, mas ainda não respondeu.