Da redação
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou nesta quinta-feira (5) que o país está disposto a dialogar com os Estados Unidos “sobre qualquer tema”, desde que as conversas ocorram “sem pressões” nem “ingerência”. A fala foi transmitida em cadeia nacional de rádio e televisão, em meio a uma grave crise econômica que afeta a ilha.
Logo após o pronunciamento, a Casa Branca rebateu as declarações cubanas. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que “o governo cubano está nos seus últimos momentos e à beira do colapso”, aconselhando prudência nas falas dirigidas ao presidente dos Estados Unidos. Leavitt acrescentou que o presidente Donald Trump “sempre está disposto a iniciar conversas diplomáticas” e que “isso está ocorrendo com o governo cubano”.
Apesar disso, Díaz-Canel negou a existência de um diálogo formal, limitando-se a mencionar um “intercâmbio de mensagens” com Washington. Os Estados Unidos reiteram o objetivo de promover uma mudança de regime em Cuba, governado pelo Partido Comunista e sofrendo com inflação, falta de combustível, alimentos e medicamentos, além de apagões frequentes.
Díaz-Canel acusou os Estados Unidos de reforçarem o embargo, especialmente sob Trump (2017-2021), e relatou um “desabastecimento agudo de combustível” provocado pela pressão americana. Destacou ainda que Cuba enfrenta “tempos difíceis”, mas não está isolada, contando com o apoio de governos, empresas e instituições estrangeiras.
O presidente cubano afirmou que medidas restritivas serão anunciadas em breve para manter o país funcionando e garantiu que Cuba seguirá investindo em energias limpas, que já representam 10% da matriz energética local, frente a 3% em 2023.





