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Presidente Díaz-Canel diz que EUA avaliam explosão social, controle econômico e agressão militar


Da redação

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (8) que os Estados Unidos avaliam três opções em sua política para o país: provocar uma explosão social, assumir o controle da economia cubana ou realizar uma agressão militar, conforme entrevista publicada no site da Presidência cubana.

Segundo Díaz-Canel, as relações entre Cuba e EUA vêm se deteriorando desde janeiro, quando Washington impôs bloqueio petrolífero à ilha e implementou novas sanções contra entidades e líderes cubanos. O ex-presidente Raúl Castro também foi indiciado nos Estados Unidos por um caso ocorrido em 1996.

O líder cubano relatou que os Estados Unidos “apostam em três cenários”. O primeiro seria provocar uma explosão social por meio da pressão econômica, com o objetivo de criar um ambiente propício à intervenção sob pretexto de ajuda humanitária. Essa análise foi concedida ao meio digital espanhol elDiario.es.

Díaz-Canel acrescentou que uma segunda possibilidade envolve um “diálogo coercitivo, de máxima pressão”, visando o controle econômico de Cuba. Segundo ele, essa estratégia buscaria criar condições para uma eventual mudança no sistema político do país, o que, afirmou o presidente, é o principal objetivo dos EUA.

O presidente americano, Donald Trump, argumenta que Cuba, distante cerca de 150 km da costa da Flórida, representa “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos. Apesar das tensões, ambos os governos declaram manter contatos diplomáticos em meio ao cenário de restrições e pressões.

Nas últimas semanas, empresas estrangeiras, incluindo redes de hotéis, reduziram ou encerraram suas operações em Cuba devido à pressão de Washington. Díaz-Canel ainda destacou que o país tem direito de se preparar para se defender de uma possível agressão militar, “para que não haja surpresa” e evitar “derrota”.