Da redação
O Museu do Louvre enfrenta uma crise desde o roubo de várias joias da Coroa ocorrido em outubro de 2023, em Paris, e agora necessita de grandes investimentos para renovar suas infraestruturas, segundo afirmou nesta quarta-feira, 17, o presidente da instituição, Christophe Leribault, em audiência no Senado francês.
Leribault declarou que o Louvre está “no limite”, apesar de sua importância e dos esforços da equipe, ressaltando que os equipamentos e a infraestrutura do museu estão “chegando ao fim de um ciclo”. A situação ficou mais evidente após o episódio de 19 de outubro, que escancarou falhas de segurança.
O dirigente destacou que “as urgências relativas ao edifício se acumulam” e que o museu enfrenta dificuldades para obter os recursos necessários para as obras, fato que tem dificultado a modernização das instalações. Leribault assumiu o comando do Louvre em fevereiro.
Sobre segurança, ele informou à comissão do Senado que as questões emergenciais estão sendo tratadas. O presidente do museu anunciou ainda que um novo sistema de vigilância por vídeo, cobrindo todo o perímetro, será implementado a partir de janeiro de 2027.
Segundo Leribault, já foram instaladas, em caráter emergencial, câmeras em pontos críticos identificados após o roubo. Contudo, ele explicou que a implementação de uma nova rede com centenas de câmeras exige um reforço significativo na estrutura técnica do museu parisiense.
Ainda de acordo com Leribault, “a ferida do roubo e o trauma dos meses que se seguiram continuam sendo muito intensos no museu”. Em 2023, o Louvre recebeu cerca de nove milhões de visitantes, mantendo-se como o museu mais visitado do mundo.





