Da redação
Duas semanas após a Polícia Civil de São Paulo abrir investigação sobre furto na residência de Miguel Abdalla Neto — tio de Suzane von Richthofen, encontrado morto em 9 de janeiro —, uma prima de Suzane e namorada da vítima, Carmem Silvia Gonzalez Magnani, registrou boletim de ocorrência acusando-a de tomar posse indevida de bens do espólio.
Segundo o registro feito na terça-feira (3), a acusação se baseia no inventário do Foro Regional de Santo Amaro, no qual Suzane admitiu estar na posse dos bens, inclusive um carro Subaru prata (2021), eletrodomésticos, móveis e documentos com dinheiro, sem autorização judicial. Ela também afirmou no documento ter soldado o portão da casa para proteger os bens que considera seus.
Suzane e Carmem disputam na Justiça quem será nomeada inventariante da herança de Abdalla Neto, estimada em R$ 5 milhões. Suzane alega ser a parente consanguínea mais próxima, enquanto Carmem diz ter vivido união estável com a vítima por 14 anos. O 27º DP (Campo Belo) segue apurando o caso, iniciado em 20 de janeiro.
Em razão do processo, Suzane, atualmente em regime aberto desde janeiro de 2023, pode ter a pena regredida ao semiaberto ou fechado, a depender da conclusão da investigação. Segundo o advogado Gustavo Henrique Moreno Barbosa, a regressão não é automática e exige provas consistentes de autoria e materialidade.
Miguel Abdalla Neto foi tutor de Andreas von Richthofen após o assassinato dos pais dos irmãos em 2002. Suzane foi condenada em 2006 a quase 40 anos de prisão, já cumpriu parte da pena em regimes fechado e semiaberto, e está em liberdade desde janeiro de 2023. A polícia aguarda laudo do IML para esclarecer a causa da morte de Abdalla Neto.





