Da redação
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira, 15, em São Paulo, que a Cemig deverá ser privatizada, caso Mateus Simões, atual governador mineiro, seja reeleito em outubro. A declaração ocorreu durante evento promovido por uma revista nacional, onde Zema listou realizações de sua gestão.
Durante sua participação no fórum, Romeu Zema, atualmente pré-candidato do partido Novo à Presidência da República, destacou a privatização da Copasa como um dos projetos executados em seus dois mandatos à frente do governo de Minas Gerais, enfatizando sua política de desestatização.
Zema afirmou explicitamente que a privatização da Cemig é uma meta para o próximo governo estadual, caso Simões seja reconduzido ao cargo. “Eu diria que o único grande projeto que nós não levamos adiante em Minas – mas que o próximo governador, Mateus Simões, vai levar – é a privatização da companhia de energia, que é a Cemig”, declarou.
Além das questões estaduais, Zema reiterou o compromisso com programas federais de desestatização, caso vença as eleições presidenciais. Segundo o ex-governador, a venda de estatais federais será utilizada como estratégia para reduzir o endividamento nacional, focando na destinação dos recursos à quitação de dívidas.
“Só nisso, vamos ter uma economia gigantesca. A dívida pública está caminhando para os R$ 10 trilhões”, afirmou o pré-candidato, apontando que a contenção do endividamento seria um resultado direto das privatizações em âmbito federal. Zema reforçou essa proposta como uma das principais bandeiras de sua pré-campanha.
Romeu Zema governou Minas Gerais por dois mandatos consecutivos. Durante esse período, realizou sua política de privatizações, incluindo a Copasa. Mateus Simões, do PSD, atualmente é governador do Estado e busca a reeleição nas eleições marcadas para outubro.





