Da redação
Milhares de hectares de floresta foram destruídos por incêndios nesta terça-feira (6) em diversos pontos da Patagônia argentina, que permanece sob alerta vermelho devido às condições extremas. O cenário se repete um ano após os piores incêndios florestais em três décadas na região.
O foco mais grave ocorre em Puerto Patriada, província de Chubut, onde 1.800 hectares foram atingidos, segundo o governador Ignacio Torres, em entrevista ao canal LN+. Dez casas foram consumidas pelo fogo e a vizinha Epuyén teve residências evacuadas preventivamente. De acordo com a Agência Federal de Emergências, há ainda 564 hectares atingidos em outros pontos de Chubut e Santa Cruz com focos ativos.
Mais de 3 mil hectares apresentam incêndios classificados como “controlado” ou “contido”, sem risco iminente de propagação. “Isso avança a passos gigantes”, relatou à AFP a estilista Belén Moreno, moradora próxima a Puerto Patriada, que auxilia voluntariamente os bombeiros junto com outros moradores. Ela destacou que incêndios neste período são recorrentes e causam apreensão entre os habitantes.
Os incêndios iniciaram na tarde de segunda-feira e se propagaram rapidamente devido aos ventos fortes, altas temperaturas e seca. Em resposta, o Serviço Nacional de Gestão do Fogo decretou alerta vermelho em oito províncias do centro-sul argentino até sexta-feira.
Os moradores relembram os incêndios de janeiro e fevereiro de 2025, quando cerca de 32 mil hectares foram consumidos, quadruplicando a área da temporada anterior. “Foram os piores incêndios florestais das últimas três décadas”, afirmou Hernán Giardini, do Greenpeace Argentina, à AFP. Segundo ele, cortes da administração do presidente Javier Milei na Administração de Parques Nacionais reduziram o efetivo de brigadistas para 400, número considerado insuficiente para proteger 5 milhões de hectares.







