Início Brasil Prisão domiciliar substitui prisão preventiva de Camisotti por decisão de André Mendonça

Prisão domiciliar substitui prisão preventiva de Camisotti por decisão de André Mendonça

Prisão domiciliar substitui prisão preventiva de Camisotti por decisão de André Mendonça

Da redação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), substituiu, na quinta-feira (5), a prisão preventiva do empresário Maurício Camisotti por prisão domiciliar. Investigado por receber valores do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, ele ficará sujeito a medidas cautelares.

Camisotti estava preso desde setembro de 2025, na mesma fase da Operação Sem Desconto que levou à detenção de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Agora, deverá usar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte à Polícia Federal e não poderá deixar o país nem se comunicar com outros investigados.

Para Mendonça, as restrições bastam, por ora, para proteger a investigação. “A prisão preventiva constitui providência excepcional, cuja manutenção exige a persistência de fundamentos concretos e atuais de cautelaridade. Não se presta à antecipação de pena nem pode subsistir exclusivamente em razão da gravidade abstrata dos ilícitos investigados”, escreveu o ministro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se opôs à mudança pela complexidade do caso. Mendonça considerou que o tempo preso não torna a custódia ilegal por si só. Em agosto, a defesa alegou que Camisotti completaria um ano detido sem previsão para o fim das investigações e apresentou documentos médicos sobre sua saúde.

Empresas ligadas a Camisotti receberam valores da Ambec, investigada por suspeita de lavagem e destinatária de quase R$ 400 milhões do INSS entre 2023 e 2025. O caso veio a público em abril de 2025. Em abril de 2026, ele firmou delação premiada com a Polícia Federal e admitiu fraudes.