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Ministro do STF decreta prisão preventiva de Carla Zambelli após sua saída do Brasil

Da redação do Conectado ao Poder

A decisão foi tomada em resposta ao pedido da Procuradoria-Geral da República, justificando a necessidade de evitar a fuga da deputada.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli após sua saída do Brasil, em decisão tomada nesta quarta-feira, 4 de junho. O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumentou sobre a necessidade desta medida devido à possibilidade de Zambelli se furtar à aplicação da lei penal em decorrência de processos judiciais que enfrentava.

Além da prisão preventiva, Moraes também solicitou à Polícia Federal que inicie os trâmites necessários para a inclusão de Carla Zambelli na lista vermelha da Interpol, visando uma eventual extradição. O ministro destacou que a viagem da parlamentar à Europa parecia ter como intenção escapar de uma condenação iminente, principalmente em relação ao julgamento dos embargos de declaração opostos na esfera judicial.

Em sua decisão, Moraes afirmou que “a natureza da alegada viagem à Europa é inequívoca”, indicando que o objetivo da deputada seria evitar responsabilidades legais. Ele observou que a saída de Zambelli do Brasil poderia ser uma tentativa de “descredibilizar as instituições brasileiras e atacar o próprio Estado Democrático de Direito”.

Na mesma linha, a PGR e o STF ressaltaram que a ação busca preservar a ordem pública e a eficácia das decisões judiciais, destacando a urgência em agir diante da possível fuga da deputada. A localização de Zambelli deve ser reportada ao juízo competente, garantindo a viabilidade de sua extradição, caso ela esteja fora do alcance da Justiça brasileira.

O contexto dessa prisão preventiva surge em meio a um cenário tenso na política nacional, onde a atuação de figuras públicas está sob escrutínio e os desdobramentos fiscais e administrativos são amplamente discutidos. O desfecho deste caso poderá influenciar discussões futuras sobre responsabilidade institucional e a integridade das regras democráticas no Brasil.