Da redação
A produção de alimentos de origem animal terrestres aumentou significativamente entre 1961 e 2022, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O crescimento se deve principalmente a ovos, carne de aves e suína, consolidando a pecuária global como um dos setores agrícolas de maior expansão.
O relatório da FAO detalha que a produção mundial de carne atingiu 361 milhões de toneladas em 2022, frente a 71 milhões em 1961. No mesmo período, o leite chegou a 930 milhões de toneladas e os ovos, a 94 milhões. O consumo, no entanto, ainda apresenta contrastes importantes entre as diferentes regiões do mundo.
Entre os países lusófonos, Brasil e Portugal se destacam como grandes produtores e consumidores. O Brasil figura entre os principais exportadores de carne bovina e de frango, além de estar entre os maiores produtores de leite. Portugal, por sua vez, apresenta elevado consumo per capita e forte presença de produtos processados no mercado europeu regulado.
Em contraste, na África lusófona e no Timor-Leste, o acesso a carne, leite e ovos é restrito por preços elevados e dependência de importações. Nessas localidades, a produção doméstica de galinhas e cabras tem papel fundamental para complementação alimentar e geração de renda, especialmente em áreas rurais.
O relatório também ressalta que grande parte da comercialização nesses países ocorre em mercados informais, geralmente sem cadeias de refrigeração adequadas. Isso eleva os riscos para a segurança alimentar das comunidades, segundo constata o documento produzido pela FAO.
Dados complementares indicam que cerca de um terço dos alimentos produzidos globalmente é perdido ou desperdiçado, incluindo 14% de origem animal terrestre. Problemas como perecibilidade, infraestrutura insuficiente e controle de temperatura contribuem para maiores perdas em países de baixa e média renda, conforme detalhado pela FAO.





