Por Alex Blau Blau
Documentos apresentados em apuração apontam gastos milionários, mas detalhes sobre pagamentos a artistas e fornecedores permanecem sob confidencialidade
A produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex presidente Jair Bolsonaro, voltou ao centro das atenções após a empresa responsável pela obra informar que não pode divulgar detalhes de contratos firmados com artistas e fornecedores devido a cláusulas de confidencialidade.
A justificativa foi apresentada durante uma investigação que apura a origem e a destinação de recursos utilizados na produção cinematográfica. Segundo a empresa responsável pelo projeto, os acordos assinados com integrantes do elenco e prestadores de serviços preveem restrições quanto à divulgação de valores e condições contratuais.
Nos documentos anexados ao inquérito, a produtora informou que o custo total da obra alcançou aproximadamente R$ 75 milhões, sendo cerca de R$ 54 milhões investidos no exterior e R$ 20,9 milhões aplicados no Brasil. Apesar da apresentação dos valores globais, o relatório não detalha individualmente as despesas realizadas em cada contratação.
A investigação também analisa suspeitas relacionadas ao financiamento da produção e à movimentação dos recursos utilizados no projeto. Tanto a produtora quanto os demais envolvidos negam qualquer irregularidade.
Entre os nomes confirmados no elenco está o ator Jim Caviezel, conhecido internacionalmente por participações em produções de grande repercussão. No longa, ele interpreta o ex presidente Jair Bolsonaro.
Os documentos apresentados indicam que os investimentos foram distribuídos entre etapas como desenvolvimento do projeto, preparação das gravações, filmagens e finalização da obra. Segundo informações constantes na prestação de contas, os recursos teriam sido repassados por meio de um fundo criado para captar investimentos destinados ao filme.
O caso ganhou novos desdobramentos após a divulgação de mensagens e registros relacionados ao financiamento da produção. As apurações buscam esclarecer a origem dos valores, a forma de utilização dos recursos e possíveis conexões entre pessoas e empresas envolvidas no projeto.
Enquanto as investigações seguem em andamento, a produtora sustenta que todas as operações ocorreram dentro da legalidade e afirma que a confidencialidade contratual impede a divulgação de informações mais detalhadas sobre pagamentos realizados a artistas e fornecedores.





