Da redação
Uma iniciativa do Programa Mundial de Alimentos (WFP, na sigla em inglês) e da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) busca acelerar a transição da assistência humanitária na região do Nilo Ocidental, em Uganda. O programa, financiado pela União Europeia e pelos governos da Alemanha e da Irlanda, tem orçamento de €14 milhões e deve beneficiar mais de 33 mil refugiados.
De acordo com o WFP, cortes no orçamento no ano passado reduziram a assistência alimentar para um milhão de refugiados e diminuíram a distribuição de refeições para 784 mil pessoas no país. Em Uganda, a restrição agravou a insegurança alimentar e a desnutrição, fazendo com que cerca de 920 mil refugiados enfrentem fome e levando a um aumento de 82% nos casos de desnutrição aguda.
O programa integra o Quarto Plano Nacional de Desenvolvimento de Uganda para 2025 a 2030. A implementação terá duas linhas principais de ação: promoção da autossuficiência com foco em segurança alimentar e incentivo ao uso de energia renovável. O WFP atuará por meio de redes de proteção financeira, promovendo transferência de renda e alfabetização financeira.
A GIZ será responsável pelo desenvolvimento de mercado para energias renováveis, com soluções digitais e treinamento profissional, abrangendo áreas como costura, soldagem e tecnologia da informação. Segundo Guillaume Chartrain, representante da União Europeia em Uganda, a iniciativa amplia as oportunidades para energias renováveis. Marcus Prior, diretor do WFP em Uganda, destacou a aposta na autossuficiência. Lisa Hofheinz, líder de projeto da GIZ, afirmou que a energia solar é fundamental para o desenvolvimento local.





