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Promotor chama Jairinho de psicopata e Monique de narcisista no julgamento de Henry Borel


Da redação

O promotor Fábio Vieira manteve a acusação contra Jairo de Souza, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros, durante as alegações finais do julgamento pela morte do menino Henry Borel nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro. Os dois respondem ao processo sobre os acontecimentos de março de 2021.

Vieira chamou Jairinho de “psicopata severo” e Monique de “narcisista”, afirmando que “ela se coloca em primeira pessoa o tempo inteiro, o filho dela nunca esteve em primeiro lugar. Ela se diz a injustiçada”. O promotor apresentou um vídeo com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que abordou traços de psicopatia e narcisismo.

Durante sua argumentação, o promotor citou trecho de um livro e afirmou que Monique teria “maquiado a preocupação” relatando que buscou ajuda para Henry. Vieira também destacou que Monique teve atitudes consideradas atípicas após a morte do filho, como ir ao salão de beleza antes do enterro e escolher roupas específicas para o depoimento.

A promotora Audrey Marques ressaltou outro episódio, afirmando que Monique demonstrou ciúmes de Jairinho poucas horas depois do falecimento de Henry. Marques pediu a condenação dos réus e sugeriu pena de dez anos por cada episódio de suposta tortura, dizendo que “do Henry foram tirados 70 anos de vida”.

O assistente de acusação, Cristiano Medina, declarou que Jairinho era conhecido como “príncipe de Bangu” e sugeriu que Monique aspirava a uma vida de luxo. Medina afirmou sentir dó de Monique, mas defendeu que ela “foi omissa e tem que pagar por isso”, além de apresentar dados sobre a movimentação dos réus na noite do crime.

Monique, ao falar aos jurados nesta terça, relatou ter vivido um relacionamento abusivo com Jairinho e negou saber de qualquer agressão ao filho. Jairinho, por sua vez, nega todas as acusações. Os sete jurados vão decidir pela condenação ou absolvição dos réus.