Da redação
Protestos sobre a segurança em Ceuta escalaram nesta quinta-feira (27), quando moradores do enclave espanhol no norte da África entraram em confronto com a polícia após se deslocarem para uma praia onde migrantes marroquinos pernoitam. A polícia dispersou os manifestantes com gás lacrimogêneo, conforme autoridades locais. O Ministério do Interior anunciou o envio de mais funcionários para auxiliar na identificação dos migrantes.
Segundo a polícia nacional, na madrugada desta quinta-feira, um veículo militar com quatro soldados foi alvo de uma emboscada de cerca de 70 migrantes, que atiraram pedras e objetos, forçando os militares a fugir. Foram detidos 12 migrantes marroquinos, informou o porta-voz, que destacou desconhecer o motivo da ação. Um militar ficou levemente ferido após ser atingido por uma pedra.
De acordo com o governo, entre 3.500 e 7.000 migrantes permanecem no território, enquanto autoridades locais estimam pelo menos 10 mil. Muitos enfrentam dificuldades para acessar alimentação, abrigo e saneamento, dormindo em praias ou abrigos improvisados. O governo central criou um “comando único” sob responsabilidade do ministro Ángel Víctor Torres para acelerar o retorno dos migrantes ao Marrocos e identificar os que têm direito a asilo.
As autoridades aprovaram a transferência de 25 milhões de euros para acolhimento de menores desacompanhados, considerados prioridade, segundo a ministra da Juventude e da Infância, Sira Rego. Kissy Chandiramani, secretária da Fazenda do governo de Ceuta, afirmou: “A tensão na cidade de Ceuta é muito elevada porque não há respostas do governo central”. O ministro da Justiça, Félix Bolaños, enviou uma “mensagem de calma” à população do enclave.



