Da redação
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, em Brasília, que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) reduziram a pressão imediata sobre a corte, mas apenas adiaram o embate político em torno dos magistrados.
A definição do presidente do Senado, prevista para fevereiro, é vista pelos ministros como decisiva. O chefe da Casa pode autorizar a abertura de processos de afastamento contra integrantes do STF. Para aprovar um impeachment, são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços dos 81 senadores.
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente do Senado, resiste às pressões bolsonaristas pelo impeachment de ministros e tem apoio de partidos do centrão e de setores do governo. União Brasil e PP apoiam sua recondução, mas os candidatos Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) seguem na disputa; o voto é individual e secreto.
“Não seremos candidatos com um tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição. […] Ninguém está acima da lei. Se algum ministro cometer crime de responsabilidade, nós não seremos, ao contrário do que acontece hoje, omissos”, disse Marinho, candidato à presidência da Casa.
A pauta do impeachment e o caso Banco Master devem voltar ao centro das atenções. A Polícia Federal prepara relatórios sobre menções a ministros em materiais apreendidos, inclusive no celular de Daniel Vorcaro. Edson Fachin pediu o envio de todas as menções em outubro; a corporação não fixou prazo.




