Da redação
O PSD, União Brasil e PL negociam uma aliança para disputar a indicação da Câmara ao Tribunal de Contas da União (TCU) e tentar derrotar Odair Cunha (PT-MG), candidato apoiado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O apoio a Odair faz parte de acordo firmado entre Motta e o PT para a eleição da Mesa Diretora, em 2025, mas o pacto não satisfez os principais partidos do centrão.
O PSD lançou Hugo Leal (RJ) como candidato próprio. O União Brasil tem dois pré-candidatos, Danilo Forte (CE) e Elmar Nascimento (BA), cuja escolha será definida no próximo dia 23. O PL resiste ao apoio a um nome petista e demonstra interesse em unir forças com PSD e União, que juntos já reúnem 108 deputados. A legenda bolsonarista soma outros 87 parlamentares.
Nos bastidores, líderes negociam um acordo também para a futura vaga de Augusto Nardes, que deixa o TCU até outubro de 2027. Assim, um partido apoiaria o escolhido agora e o outro seria favorecido na próxima indicação. As siglas calculam um potencial de até 190 votos, podendo ainda buscar o apoio de legendas menores, como o Solidariedade.
Motta tenta acelerar a votação, prevista para fevereiro, e fortalecer o apoio a Odair Cunha junto aos líderes de bancada. Petistas lembram que o PL recebeu em troca a vice-presidência da Câmara, ocupada por Altineu Côrtes (RJ), e por isso esperam os votos do partido. O MDB, PP e Republicanos também integram o acordo costurado na eleição de Motta.
O TCU tem nove ministros: três indicados pelo presidente da República — dois obrigatoriamente auditores ou membros do Ministério Público do TCU — e seis escolhidos pelo Congresso, divididos igualmente entre Câmara e Senado, sem restrições sobre a origem parlamentar.





