Da redação
Integrantes do Partido dos Trabalhadores admitem que as acusações envolvendo Alexandre de Moraes impactam a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo parlamentares da legenda, cresce internamente a defesa de um reposicionamento urgente da campanha, com respostas mais claras à crise no Supremo Tribunal Federal.
Conforme esses parlamentares, o partido analisa três principais estratégias para enfrentar o novo cenário: intensificar críticas a Flávio Bolsonaro, explorar a ideia de “indignação seletiva” em relação à crise no STF e reforçar o apoio ao presidente do Supremo, Edson Fachin. Pesquisas mais recentes indicam crescimento de Flávio Bolsonaro, enquanto a campanha petista avalia o tempo curto até o primeiro turno e a instabilidade eleitoral.
A primeira linha de ação prevê “bater pesado” em Flávio Bolsonaro, destacando sua relação com Daniel Vorcaro e o caso Master. Parlamentares pretendem insistir também no episódio Dark Horse. Fernando Haddad afirmou em entrevista à rádio Novabrasil que, “se Flávio vencer, Vorcaro será solto”.
A estratégia inclui sustentar que há “indignação seletiva” sobre as investigações no STF, citando não só Alexandre de Moraes, mas também Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro. O partido quer reforçar que a função do presidente da República é fortalecer o STF, lembrando que a prisão de Vorcaro ocorreu durante o governo Lula.





