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PT lança plataforma digital para mobilizar militância e apoiar reeleição de Lula em 2026


Da redação

O Partido dos Trabalhadores apresentou na terça-feira (9), em âmbito nacional, a plataforma digital “Porta-Vozes de Lula”, com o objetivo de organizar e mobilizar militantes nas redes sociais antes das eleições de 2026. A ação busca potencializar o alcance das mensagens do presidente Lula em todo o Brasil, utilizando inteligência artificial e estratégias coordenadas.

O plano prevê cadastro de apoiadores, comunidades em aplicativos de mensagem, “missões” diárias, unificação de narrativas e orientação centralizada de conteúdos, segundo Camila Moreno, secretária nacional adjunta de comunicação do PT. Os inscritos fornecerão dados e participarão de comunidades para receber orientações diárias de conteúdo e estratégias de difusão nas redes.

Camila detalhou que cada porta-voz terá acesso a vídeos, respostas sobre conjuntura, defesa das políticas do governo e materiais de mobilização como “cards, memes e kit de integração”. Ela afirmou que a plataforma utilizará inteligência artificial “a favor da democracia, a favor da verdade, a favor do Brasil”, ressaltando o uso de recursos tecnológicos para engajamento.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que o objetivo é coordenar o envio em massa de mensagens e unificar discursos nas redes sociais. Segundo Boulos, temas diários serão definidos pela equipe de campanha, que irá orientar toda a base de inscritos. Deputados Erika Hilton, Jandira Feghali e André Janones também defenderam a participação coordenada dos apoiadores.

A advogada Isis Sangy, professora de Direito Eleitoral, esclarece que plataformas de pré-campanha não configuram irregularidade, mas avalia que expressões como “vamos juntos” e a coordenação de disparos em massa podem ser questionadas pela Justiça Eleitoral, considerando o entendimento do TSE sobre propaganda antecipada e o uso indevido dos meios de comunicação.

O contexto contrasta com o histórico das investigações sobre atuação digital da direita desde 2018, que resultaram em inquéritos, remoção de perfis e termos como “gabinete do ódio” e “milícia digital”. A jurista reforça que “milícia digital” não tem definição jurídica e que os indícios legais se referem ao conceito de “disparo em massa”, já regulamentado pelo TSE.