Da redação
Edinho Silva, presidente do PT e coordenador-geral da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, convocou os filiados do partido a ocuparem “as ruas e as redes” em resposta às críticas internas sobre a condução da campanha, diante da queda de Lula nas pesquisas e da crise no Supremo Tribunal Federal.
Segundo petistas, a mobilização tem como objetivo “relançar” a candidatura do presidente e recuperar o entusiasmo às vésperas do primeiro turno. A orientação é que representantes do partido em municípios, bairros e comunidades organizem rodas de conversa, bandeiraços, carreatas, panfletagens e encontros em espaços públicos.
Dirigentes e militantes, porém, relatam dificuldades logísticas e falta de estratégia política. Conforme um ex-dirigente do PT, há desorganização e ausência de uma linha clara de combate político. Um integrante do partido pontuou que o “dinheiro do fundo [partidário] chegou”, negando falta de recursos, e sugeriu maior autocrítica da coordenação.
A crise foi debatida em reunião da executiva partidária e de coordenadores, conforme relatos de participantes. Edinho Silva atribuiu a desorganização à “erro de planejamento”. Um dos coordenadores afirmou que a prioridade agora será distribuir material de campanha para conter insatisfação de militantes sem acesso aos recursos de divulgação e retomar o debate público.




