Da redação do Conectado ao Poder
Partido dos Trabalhadores pede à Câmara que rejeite defesa da deputada, acusada de envolvimento em invasão ao sistema do CNJ

O Partido dos Trabalhadores (PT) solicitou à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados que rejeite a defesa apresentada por Carla Zambelli (PL-SP) no processo que pode levar à perda do seu mandato. Para o líder da legenda na Casa, Lindbergh Farias (PT-RJ), a deputada não reúne mais condições legais nem morais para continuar no cargo.
Zambelli é acusada de ter articulado, junto ao hacker Walter Delgatti Neto, a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023. Delgatti foi condenado e afirmou que a parlamentar foi a mandante da ação. Ao apresentar sua defesa à CCJ, Zambelli chegou a pedir uma acareação com o hacker, mas não participou do processo por estar fora do país, ela se entregou às autoridades italianas na última terça (29/7).
“A deputada foi condenada criminalmente, por decisão unânime, à pena de 10 anos de reclusão, em regime fechado, por crimes gravíssimos contra a fé pública, o sistema de justiça e a própria democracia”, declarou Lindbergh. Ele também acusou Zambelli de ter fugido do país de forma clandestina no dia 5 de julho, mesma data em que, segundo a polícia italiana, ela deu entrada no território europeu.
Lindbergh ressaltou ainda que a decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu os direitos políticos da deputada é definitiva e não cabe revisão pela Câmara. “Não há previsão constitucional ou regimental que autorize uma foragida ou uma presa a continuar exercendo mandato parlamentar”, concluiu o deputado.






