Da redação
Em meio à articulação de um grupo de petistas para lançar André Ceciliano como candidato ao mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro, caso o governador Cláudio Castro renuncie para disputar o Senado, o vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, defendeu alianças amplas. Quaquá afirmou ao PlatôBR que o partido deve priorizar unir forças competitivas, acima de “vaidades ou projetos pessoais secundários”.
André Ceciliano, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio e atual secretário de Assuntos Legislativos do governo Lula, é defendido por correntes internas do PT para a eleição indireta que escolherá o ocupante do Palácio Guanabara em eventual saída de Castro. Apesar das movimentações, Quaquá deu sinais de resistência: sem citar nomes, disse que, no Rio, “o melhor palanque para o presidente (Lula) é o de Eduardo Paes”, prefeito que deve disputar o governo estadual em outubro.
O grupo ligado a Castro, por sua vez, apoia a candidatura de Nicola Miccione, atual secretário estadual da Casa Civil, que também é respaldado por Eduardo Paes. O movimento demonstra alinhamento entre as lideranças do governo estadual e municipal.
Internamente, o PT fluminense diz que a defesa da candidatura de Ceciliano se restringe a um segmento do partido. A direção estadual tem evitado comprar a disputa para não criar atritos com Eduardo Paes neste momento.
A estratégia dos dirigentes petistas é buscar equilíbrio entre o interesse do grupo de Ceciliano e a manutenção da boa relação com Paes, considerado aliado fundamental para a campanha de Lula no Rio de Janeiro.






