Da redação
O Square Kilometre Array, SKA, um observatório internacional em construção na África do Sul e na Austrália Ocidental, pretende revolucionar a busca por sinais de inteligência extraterrestre. O equipamento utilizará milhares de antenas e antenas parabólicas para aumentar a sensibilidade e a velocidade de observação do cosmos, conforme informações de cientistas envolvidos no projeto.
Segundo especialistas em radioastronomia, a detecção desses sinais depende de um céu livre de interferências radioelétricas, pois os sinais procurados pelo SKA são milhares de vezes mais fracos que o de um telefone celular. Interferências provenientes de transmissores mal filtrados na Terra ou de satélites em órbita podem inviabilizar a observação, dificultando a identificação de sinais de origem cósmica e aumentando a chance de falsos positivos.
A comunidade astronômica tem dialogado com reguladores, operadores e agências espaciais para buscar soluções que viabilizem tanto a expansão dos serviços de conectividade quanto a preservação das condições necessárias à pesquisa. Entre as medidas discutidas, estão a ampliação de zonas protegidas em torno de observatórios e a garantia de bandas específicas à radioastronomia.
A discussão sobre o futuro da escuta do universo estará em pauta na próxima Conferência Mundial de Radiocomunicações, WRC-27, organizada pela União Internacional de Telecomunicações em Xangai, na China. A conferência debaterá a proteção das áreas livres de interferências e pode definir, conforme astrônomos, o potencial da humanidade para continuar ouvindo possíveis sinais extraterrestres nas próximas décadas.






