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Rafael Prudente apresenta projeto que cria política nacional de apoio às famílias atípicas

O deputado federal Rafael Prudente apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 2640/2026, que institui a Política Nacional de Proteção Integral às Famílias Atípicas, Gestantes Atípicas e Cuidadores Familiares. A proposta busca ampliar o acolhimento, a assistência e o suporte às famílias que convivem com pessoas com deficiência, doenças raras, transtornos do neurodesenvolvimento e outras condições que exigem cuidados contínuos.

O texto prevê ações integradas nas áreas da saúde, assistência social, educação e inclusão social, garantindo prioridade assistencial, apoio psicológico, acompanhamento multidisciplinar e orientação sobre direitos sociais e previdenciários.

Rafael Prudente destaca que milhares de famílias brasileiras enfrentam diariamente sobrecarga emocional, dificuldades financeiras e falta de suporte adequado após o diagnóstico de uma condição atípica em um filho ou familiar.

“O cuidado contínuo muda completamente a dinâmica da família. Precisamos garantir acolhimento, orientação e dignidade para essas pessoas que muitas vezes enfrentam uma verdadeira peregrinação em busca de atendimento”, defende o Rafael Prudente

Segundo o projeto, serão consideradas famílias atípicas os núcleos familiares que precisem reorganizar sua rotina, estrutura emocional e situação econômica em razão do cuidado permanente de uma pessoa com deficiência, síndrome, doença rara ou condição incapacitante.

A proposta também cria o conceito de “gestante atípica”, voltado às mulheres que recebem durante a gravidez o diagnóstico ou suspeita de síndromes genéticas, malformações congênitas ou doenças que demandem cuidados especiais após o nascimento.

Entre as medidas previstas estão:

* acolhimento humanizado e prioridade no atendimento;

* apoio psicológico às famílias;

* encaminhamento para terapias e serviços especializados;

* orientação sobre benefícios sociais;

* incentivo à inclusão laboral e flexibilização de jornada para cuidadores;

* criação de cadastro e identificação para facilitar o acesso aos serviços públicos;

* possibilidade de auxílio financeiro temporário para famílias em vulnerabilidade social.

O projeto ainda prevê integração entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e demais políticas públicas voltadas à inclusão e proteção das pessoas com deficiência.