Da redação
A chamada reduflação, fenômeno em que embalagens de produtos diminuem de tamanho sem redução proporcional no preço, tem sido observada em supermercados brasileiros nas últimas semanas. A prática acontece em diversas regiões do país, afetando os consumidores que realizam compras rotineiras.
O processo ocorre quando marcas mantêm as embalagens visualmente semelhantes às anteriores, posicionando-as nas mesmas prateleiras e faixas de preço. De acordo com relatos, a alteração muitas vezes só é percebida ao verificar o peso, o volume ou a quantidade do produto ofertado. Essa estratégia tem causado preocupação entre consumidores.
Em geral, o valor cobrado pelo item permanece igual ou apresenta pequena variação, enquanto o conteúdo é reduzido. Comerciantes afirmam que essa mudança acompanha a elevação nos custos de produção e dificuldades para repassar aumentos de preço de maneira transparente ao consumidor.
A prática não é considerada ilegal, desde que as informações obrigatórias estejam corretamente indicadas na embalagem, conforme exigência dos órgãos de defesa do consumidor. Autoridades reforçam a importância de o cliente observar atentamente os detalhes das embalagens para evitar surpresas nos gastos mensais.
Especialistas explicam que, muitas vezes, o consumidor só percebe a diferença depois de sentir que o produto dura menos tempo ou oferece menor rendimento doméstico. Eles orientam que a comparação do custo por quilograma ou litro pode ajudar a identificar a reduflação na rotina de compras.
O fenômeno não é exclusivo do Brasil e já foi registrado em outros mercados. A prática foi verificada em produtos alimentícios, itens de higiene e limpeza ao longo do último ano, principalmente em períodos de inflação elevada e oscilações cambiais, segundo dados de entidades do setor varejista.







