Da redação
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, criticou o Supremo Tribunal Federal ao associar o órgão à Coroa portuguesa durante evento em 21 de abril, aniversário da execução de Tiradentes, em Brasília. Zema comparou a relação de Brasília com o Brasil à exploração colonial, justificando que “a luta dos inconfidentes não acabou”.
O comentário de Zema, segundo apurado, retoma um posicionamento distinto do que ele havia expressado em 2023. Na época, fez referência aos inconfidentes dizendo que, temendo as consequências do golpe, não confessaram crimes contra a Coroa portuguesa, exceto Tiradentes. Contudo, registros apontam que diversas confissões ocorreram, inclusive do advogado Cláudio Manuel da Costa.
Cláudio Manuel da Costa, poeta e advogado, foi preso em maio de 1789, interrogado e encontrado morto em 4 de julho daquele ano em circunstâncias descritas como suposto enforcamento. Especulações históricas sugerem que ele teria delatado companheiros, situação alvo de debate acadêmico, embora o principal interesse dos analistas seja o contexto da sua morte.
Articulistas interpretam que, ao criticar o STF, Zema estaria se alinhando a um papel contrário ao que desempenhou em análises anteriores, agora comparando o tribunal à Coroa portuguesa de 1792. Há questionamentos sobre o significado desse alinhamento, especialmente considerando que o STF atuou na defesa da ordem democrática nos últimos anos.
Zema também protagonizou polêmicas em relação a posicionamentos sobre Norte e Nordeste do país e à proposta de suspender o pagamento do Bolsa Família para homens, justificando que tal medida combateria suposta ociosidade, gerando debates sobre o caráter de suas propostas e repercussões econômicas para Minas Gerais.
A Inconfidência Mineira, tema do livro “A Devassa da Devassa”, de Kenneth Maxwell, foi composta majoritariamente por proprietários de escravos, diferentemente da imagem de um movimento popular. Entre seus principais nomes estão Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, ambos reconhecidos poetas do arcadismo brasileiro.






