Por Alex Blau Blau
Pré candidato fez críticas à atuação de lideranças nordestinas e defendeu medidas mais rígidas no combate ao crime organizado
Declarações do pré candidato à Presidência da República Renan Santos marcaram sua passagem pelo Rio Grande do Sul nesta terça feira e ampliaram o debate político em meio às articulações para as eleições de 2026. Durante entrevista concedida na cidade de Santa Cruz, o fundador do Movimento Brasil Livre afirmou que os políticos dos estados nordestinos seriam os “maiores inimigos do Brasil”.
Ao justificar a declaração, Renan Santos afirmou que lideranças da região teriam transformado os estados nordestinos em dependentes de recursos federais, situação que, segundo ele, prejudicaria o desenvolvimento econômico tanto do Nordeste quanto de outras regiões do país.
O pré candidato também declarou que pretende construir um modelo de gestão no qual todas as regiões tenham condições de crescer sem depender, segundo suas palavras, de uma classe política que classificou como “parasitária”.
Durante a agenda no Sul do país, Renan Santos ainda direcionou críticas ao estado do Ceará ao comentar a situação da segurança pública. Ele afirmou que áreas do estado estariam sob influência de organizações criminosas e voltou a defender uma atuação mais incisiva do governo federal no enfrentamento às facções.
Ao falar sobre suas propostas para a segurança pública, o pré candidato declarou que, caso eleito, pretende adotar medidas de intervenção federal em estados que, segundo sua avaliação, não cooperarem com ações de combate ao crime organizado. Entre as hipóteses mencionadas por ele estão a decretação de estado de defesa, nos casos previstos pela Constituição, e a ampliação da atuação da União no enfrentamento às organizações criminosas.
As declarações repercutem em um momento de intensificação da pré campanha presidencial, período em que os possíveis candidatos têm apresentado posicionamentos sobre temas como segurança pública, desenvolvimento regional e políticas nacionais.



