Da redação
Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão, realizou o primeiro ato da campanha no Largo São Francisco, em São Paulo, onde também funcionam as dependências da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. O evento reuniu três mil pessoas, segundo organizadores, e contou com a presença de apoiadores, dirigentes partidários e outros candidatos da legenda.
O candidato discursou por cerca de uma hora vestindo colete à prova de balas, após relatar ameaças recebidas pela internet. Em uma das falas, Renan criticou Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição pelo PT, e Flávio Bolsonaro (PL), a quem associou ao Comando Vermelho e às milícias do Rio de Janeiro, afirmando que apoiadores “estão sendo enganados” ao considerarem Flávio uma opção conservadora.
Santos também atacou Jair Bolsonaro, chamando-o de “homem amaldiçoado” e comparando-o a uma “diva pop”. Durante o evento, apoiadores entoaram palavras de ordem contra o PT, chamaram Flávio de ladrão e pediram punições mais rigidas a criminosos. Questionado sobre a adoção de penas de morte, Renan negou a proposta, mas defendeu o encarceramento em massa como resposta ao que chamou de ‘cultura de impunidade’.
Ainda conforme Renan, a Polícia Federal reforçou sua segurança após sua equipe informar sobre uma mensagem anônima publicada em fórum da internet com suposto plano de atentado contra o candidato. No mesmo ato, o Missão anunciou Guto Schiaveto como candidato ao Senado, enquanto participaram também Amanda Vettorazzo, coordenadora de campanha, o deputado federal Kim Kataguiri e o candidato a vice-presidente Aroldo Medina.





