Da redação do Conectado ao Poder
As defesas contestam acusações de ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas feitas pela PGR.

As defesas dos réus do núcleo 2 da trama golpista entregaram neste dia 7 de outubro ao Supremo Tribunal Federal suas alegações finais, buscando a absolvição das acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República. O grupo é suspeito de coordenar ações que visavam monitorar e neutralizar autoridades públicas.
Entre as acusações contra este núcleo está a elaboração do plano conhecido como “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Além disso, os réus estão sendo investigados por supostamente usar a máquina pública para fraudar o resultado das eleições.
Nas alegações finais, ao menos quatro dos seis réus mencionaram o voto divergente do ministro Luiz Fux, que faz parte do julgamento do núcleo 1, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Os advogados solicitaram também o impedimento do ministro Moraes, argumentando que ele é parte interessada no caso.
O núcleo 2 é formado por:
- Filipe Garcia Martins, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência
- Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor especial da Presidência
- Mário Fernandes, general da reserva e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência
- Silvinei Vasques, ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal
- Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal
- Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça
As defesas de alguns réus, como a de Filipe Martins, argumentaram que a Procuradoria anexou documentos que não fizeram parte da fase de instrução do processo, pedindo a desconsideração de provas apresentadas pela acusação.
Após essas alegações, o ministro relator irá preparar seu voto e liberar o processo para julgamento, que poderá ser realizado de forma presencial ou virtual. A data ainda não foi marcada, mas o Supremo já reservou dias específicos para julgamentos de outros núcleos relacionados ao caso.





