Da redação
Rogério Marinho, senador pelo Rio Grande do Norte e coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, articula movimentos em torno da Presidência do Senado. Em Brasília, essas ações são vistas como uma estratégia para ocupar espaço político e fortalecer a base de direita eleita no primeiro turno.
Segundo interlocutores próximos a Marinho, Flávio Bolsonaro não abriria mão de sua proximidade, caso seja eleito presidente da República. Um senador reeleito afirmou que “sem o Marinho, o Flávio não sobrevive politicamente” e apontou Marinho como peça central da engrenagem política do candidato. Para esse parlamentar, Flávio precisaria de Marinho ao seu lado em funções estratégicas no governo, afastando a possibilidade de vê-lo no comando do Senado.
Durante a campanha do primeiro turno, circulou a avaliação nos bastidores de que Marinho poderia ser “um excelente ministro da Casa Civil” de Flávio. Esse mesmo senador acrescentou, sob reserva, que Marinho teria liberdade para escolher o posto que desejar, pois conquistou autoridade própria no Congresso, sendo “ele que vai escolher o que ele quer”.
Com a leitura de que Marinho pode escolher outro cargo, aumentam as chances de a Presidência do Senado ser disputada por aliados de outros partidos. Dois nomes do Progressistas surgem como alternativas: Tereza Cristina, ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, e Arthur Lira, ex-presidente da Câmara e senador eleito por Alagoas. Na última terça-feira (6), Progressistas e União Brasil formalizaram apoio a Flávio no segundo turno.




