Da redação do Conectado ao Poder
Iniciativas como o projeto Samuzinho têm contribuído para a diminuição de ligações falsas nos serviços de urgência.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Distrito Federal obteve uma significativa redução de 89,2% no número de trotes entre 2021 e 2024. Esse resultado foi alcançado através de ações de conscientização direcionadas à população, especialmente crianças e adolescentes. Em 2021, foram registradas 68.002 ligações falsas, enquanto em 2024 esse número caiu para 7.313, e até junho de 2025, 2.731 trotes já haviam sido contabilizados.
A estratégia do Samu inclui projetos como o Samuzinho, que leva palestras e treinamentos a escolas do DF. A iniciativa ensina os alunos sobre os perigos de fazer trotes e como acionar corretamente o Samu em situações de emergência. Desde seu lançamento, mais de 25 mil estudantes participaram do programa.
As trotes, consideradas crime, ocupam a linha de atendimento e podem ocorrer em momentos críticos, atrasando o socorro a quem realmente precisa. De acordo com o diretor do Samu, Victor Arimateia, “cada segundo conta” em situações de emergência. Portanto, ações educativas têm se mostrado essenciais para garantir que o sistema de saúde esteja preparado para atender as verdadeiras emergências.
Durante as chamadas, o processo de atendimento é dividido em duas etapas. Inicialmente, um técnico auxiliar de regulação escuta o solicitante e coleta informações antes de encaminhar a chamada para um médico regulador se necessário. A maioria dos trotes é detectada nesta primeira fase. Médicos também são capacitados a identificar ligações suspeitas e contra essa prática, o Samu adota medidas de verificação durante a conversa com os chamadores.
Quando uma chamada falsa é concluída, o profissional que poderia prestar assistência a uma emergência real acaba ocupado. “Qualquer segundo que eu acabo postergando o encaminhamento de uma viatura é um tempo crítico, muitas vezes, para uma pessoa em situação grave”, alerta Arimateia, enfatizando a importância de estar atento a essa problemática.
Além das consequências emocionais e operacionais, passar trote pode resultar em penas de até oito anos de detenção e multas que podem alcançar três salários mínimos, conforme a legislação do DF. A conscientização, portanto, se mostra não somente necessária, mas também uma ferramenta fundamental para a segurança e a eficácia do serviço de emergência.




