Da redação
O Santos foi condenado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) a pagar 2,032 milhões de euros ao Monaco, quantia equivalente a cerca de R$ 12 milhões, conforme decisão publicada em 22 de maio. O valor se refere a uma parcela pendente na negociação pelo volante Jean Lucas, realizada em 2023.
A disputa teve início após o Santos atrasar o pagamento da terceira e última parcela, prevista para 31 de janeiro de 2025, da compra de Jean Lucas junto ao clube francês. O clube brasileiro havia adquirido o atleta por 6 milhões de euros, efetuando corretamente as duas primeiras parcelas em agosto de 2023 e junho de 2024.
Diante da inadimplência, o Monaco recorreu à Fifa para garantir o recebimento dos valores. Em 20 de maio de 2025, a Fifa emitiu decisão favorável ao clube francês, condenando o Santos ao pagamento da dívida e de juros. O Santos, no entanto, tentou reverter a punição apresentando recurso ao CAS.
Após análise, o CAS confirmou totalmente a decisão da Fifa, mantendo o valor devido e acrescentando juros de 32.876,71 euros. O tribunal também estipulou que o Santos deve quitar o débito nos prazos contratuais, sob risco de punições, como o transfer ban, que impede o registro de novos jogadores.
Antes do processo, a diretoria santista propôs dividir a última parcela em dois pagamentos, para agosto de 2025 e janeiro de 2026, mas o Monaco rejeitou a oferta e manteve a exigência do pagamento integral conforme o contrato original. Com a negativa, a divergência passou ao julgamento de órgãos internacionais.
Atualmente, Jean Lucas tem contrato com o Bahia, enquanto o Santos trabalha para evitar novas sanções da Fifa. O transfer ban pode prejudicar o planejamento do clube em futuras janelas de transferências, caso a dívida não seja quitada dentro dos prazos estabelecidos.





