Início Distrito Federal Sarau–Vá encerra temporada 2026 e valoriza cultura periférica em Ceilândia, DF

Sarau–Vá encerra temporada 2026 e valoriza cultura periférica em Ceilândia, DF


Da redação

A primeira temporada de 2026 do Sarau Voz e Alma (Sarau–Vá) encerrou suas atividades após quatro edições realizadas nos primeiros meses do ano em Ceilândia, Distrito Federal. O evento buscou valorizar a cultura periférica, promovendo encontros de música, poesia e performances que deram visibilidade à produção cultural local.

A programação da temporada incluiu CarnaSarau em fevereiro, Sarau–Vá + Bregue e Sarau–Vá + Samba da Encruza em março, além de Sarau–Vá O Baile em junho. Ao todo, as quatro edições somaram 24 horas de atividades gratuitas e diversificadas, envolvendo 18 poetas, cinco DJs e quatro mestres de cerimônias.

Segundo os organizadores, o projeto gerou impacto também na economia local, com a criação de 20 postos de trabalho diretos e aproximadamente 80 indiretos. Entre os profissionais beneficiados estiveram trabalhadores das áreas de produção cultural, comunicação, técnica, segurança, alimentação e serviços.

Guilherme Azevedo, idealizador do Sarau–Vá, afirmou que a temporada demonstra o amadurecimento do projeto. “O Sarau–Vá nasceu do entendimento de que a periferia produz cultura de altíssima qualidade e precisa ter seus próprios espaços de protagonismo. Encerrar mais uma temporada com tantos artistas envolvidos, público presente e impacto econômico gerado mostra que existe uma demanda real por iniciativas construídas a partir dos territórios.”

Os números apresentados correspondem ao primeiro semestre de 2026. Para o segundo semestre, estão previstas novas iniciativas culturais que devem continuar a oferecer lazer, geração de renda e expressão artística ao público de Ceilândia e regiões próximas.

Desde 2013, o Sarau Voz e Alma já realizou mais de 800 edições e consolidou-se como referência cultural em Ceilândia. O projeto ocupa ruas e equipamentos públicos, ampliando o acesso e circulação de artistas das periferias que historicamente enfrentam desafios para participar de espaços tradicionais de cultura na capital federal.