Da redação do Conectado ao Poder

O candidato a deputado distrital Professor Darley (PP) foi entrevistado no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, pelo jornalista Sandro Gianelli, e falou sobre o início de sua vida pública, sobre sua inserção na política, deu sua visão sobre como está o cenário político atualmente, mostrou suas metas se for eleito, além de já mostrar seus ideais para 2026, avaliar o governador Ibaneis (MDB) e o presidente Bolsonaro (PL).
Como você veio para a vida pública?
Eu vim para calar a boca do sistema, para mostrar que uma pessoa que não tem cargo público e não tem grupo político de estimação, é capaz de chegar ao poder com trabalho e responsabilidade com as pessoas.
Como você atua por melhorias para as pessoas?
Eu desenvolvo um trabalho social desde 2009 sem um centavo do estado, sem convênio com o governo ou cargo público. Nessa minha caminhada, eu já capacitei 45 mil pessoas nos cursos gratuitos em todas as comunidades carentes do DF e em todo entorno. São cursos de agente de portaria, merendeira, copeira, monitor de transporte escolar, cuidador de idosos, assistente administrativo, atendente de farmácia. Temos também oficinas para as pessoas carentes, para que elas saibam fazer trufas, mini pizza, bolo e possam ganhar seu próprio recurso. A gente também consegue oferecer exames de vista gratuitos e desenvolver trabalho de dia das crianças e Natal solidário. A gente oferece aquilo que o estado se mostra com falhas.
Quando a política se transformou em um propósito na sua vida?
Desde quando Deus começou a mudar a minha história. Eu fui criado sem estrutura familiar, passei por vários tipos de abuso, então aos 21 anos, quando eu trabalhava de auxiliar de limpeza em uma imobiliária, o dono virou para mim e falou que eu só continuaria lá se eu estudasse, então foi um incentivo e eu fiz o supletivo, depois já fiz o vestibular, em janeiro de 2012 já estava na faculdade, me formei em gestão pública. Um professor falou que eu tinha possibilidade de ser professor e me inscreveu em um curso de docência em nível superior, depois eu fiz viabilidade econômica de projetos e fiz gestão hospitalar e, a partir daí, veio o crescimento do meu projeto, com turmas de mil pessoas em Planaltina, mil no Paranoá, mil em Sobradinho, 500 em São Sebastião, mas não era algo eleitoreiro, porque se fosse, eu teria saído candidato em 2018.
Quantas pessoas foram amparadas no começo do seu trabalho?
Eu comecei fazendo turmas de 20 a 30 pessoas, capacitando para o mercado de trabalho.
Como é, em sua visão, o jogo da política?
Política se ganha em primeiro lugar nos bastidores com boas articulações e depois você vai ter o trabalho transformado nas ruas.
Como você observou a política em 2018?
Eu vi um cenário de renovação de 70% do mais do mesmo ou algo pior do que já estava.
Há uma tendência das representações piorarem?
Acontece quando as pessoas se omitem. A partir do momento em que a gente se coloca à disposição do povo, com trabalho prestado, na luta pela comunidade, as coisas vão para frente.
Você acompanhou as lideranças da época do governador Roriz?
Sim, e lá a gente via quem brigava pela comunidade, tanto é que a maioria se transformava em deputado, e hoje a gente não vê mais isso, mas é uma coisa que eu estou trabalhando, pois eu tenho certeza que sete das pessoas que me acompanham vão sair candidatas em 2026 e eu vou dar total suporte
Se você for eleito, qual será o primeiro projeto a ser colocado em prática?
Na verdade, o primeiro projeto será colocado em prática no dia 3 de outubro de 2022, quando eu já estiver eleito. Eu vou começar a visitar os principais diretores de carreira da estrutura do estado, vou participar ativamente da transição do governo e no dia 1° de janeiro, a gente estará em total vapor, trazendo para a comunidade aquilo que ela espera que eu faça, que é fortalecer as associações. Vamos trazer mais oficinas nas comunidades, através das associações comunitárias.
As associações comunitárias ainda têm força?
Elas não sumiram, elas sobrevivem na UTI, com pessoas que têm amor ao próximo, mas não têm estrutura, então o trabalho é muito reduzido, mas existe. Seremos atuantes dentro das associações.
Se for eleito você será candidato a reeleição em 2026?
Se eu for eleito agora, em 2026 eu vou avançar e vou ser federal, porque eu não vou participar de reeleição, eu não acredito nesse tipo de política. Com trabalho sério por 4 anos dá para fazer muita coisa. Com minha visão, trabalho e coragem, eu vou chegar a governador.
Qual é a avaliação para o governador Ibaneis?
Ele é nota 20! Ele sabe eliminar os adversários, conseguiu ver quais são as ameaças e foi jogando e eliminando
Qual é a sua percepção sobre os debates que acontecem?
As propostas ficam em segundo plano, porque os ataques estão prevalecendo
As eleições ficarão entre Lula e Bolsonaro?
Sim. Os outros candidatos estão apenas para cumprir tabela, será algo focado em Lula e Bolsonaro e quem decide é o povo
Você está de que lado?
Eu sou Bolsonaro. É um governo que precisa melhorar em muitos aspectos, mas tem ajustado algumas causas que são importantes, principalmente com valores de família, para a defesa da criança, princípios de não haver corrupção.
É função da política se preocupar com a família?
É através da política que a gente vai direcionar o futuro dos nossos filhos, então se existem pessoas ocupando cargos estratégicos, para desentubar ideologia de gênero de dentro de escola, por exemplo, é algo positivo. Além disso, são princípios tragos sobre respeito à hierarquia.
Você percebe que a gente passa por um desenvolvimento no país?
Eu vejo que temos um progresso, pois quem move o país são empresários, indústrias e agriculturas e esse público todo está com Bolsonaro e se está ao lado é porque houve fomento e política que avançaram nesses setores.








