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Seca e calor extremo agravam mortalidade florestal na Europa e América do Norte


Da redação

A seca severa e as temperaturas recordes de verão nos Estados-membros da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (Unece) intensificam o estresse nos ecossistemas florestais na Europa e América do Norte. Segundo o Observatório Europeu da Seca (EDO), metade do território da União Europeia e do Reino Unido enfrenta déficit de precipitação, comprometendo a umidade do solo e a saúde das florestas.

De acordo com a Unece, a combinação de crises de seca, estresse térmico, riscos de incêndios florestais, pragas e doenças resulta em uma mortalidade florestal sem precedentes. Na Europa Ocidental e Central, a falta histórica de precipitação causou perda de folhas e danos nas copas das árvores. Estima-se que perturbações originadas por insetos, doenças e condições meteorológicas já afetaram até 73 milhões de hectares na região, conforme o Perfil Florestal da Unece de 2025.

Espécies que habitam árvores em áreas urbanas também sofrem impactos das ilhas de calor e da escassez de água. Esses fenômenos ameaçam as barreiras climáticas dos centros urbanos e prejudicam a qualidade do ar e o bem-estar da população, segundo a Unece. Para responder aos riscos crescentes, os Estados-membros da comissão deixam a gestão reativa de crises e adotam estruturas de adaptação proativa e de longo prazo.

No âmbito do Comitê de Florestas e Indústria Florestal da Unece, previsto para novembro, os países membros avançam no desenvolvimento de metodologias para monitorar danos florestais, incluindo a rastreabilidade de danos abióticos como secas, tempestades e incêndios, e bióticos, como pragas e agentes patogênicos. Além disso, municípios expandem a cobertura vegetal urbana resiliente, buscam mitigar o estresse térmico e integram infraestruturas verdes ao planejamento urbano, promovendo reformas para uso sustentável e circular da madeira.