Da redação
O Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos (CentroDH) e Estruturação, Grupo LGBT+, oficiaram, nesta quarta-feira (4), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para pedir retomada da vacinação contra mpox na rede pública, sem doses, confirmou a pasta.
Além dos ofícios, os coletivos apresentaram representação à Ouvidoria do Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF), pedindo apuração e fiscalização da falta de imunizantes e da gestão dos estoques.
As entidades classificaram a falta de vacinas como uma “ameaça à saúde pública”. “O risco não é o mesmo para todas as pessoas vivendo com HIV, mas a ausência de vacinas preocupa especialmente aquelas que já apresentam comprometimento importante do sistema imunológico”, afirmaram em nota.
A nota destaca pessoas com condições preexistentes, como aquelas que vivem com HIV e estão em estado de imunossupressão avançada. As organizações defendem também ampliar a vacinação para pessoas LGBTQIAPN+ com maior exposição epidemiológica, especialmente as que usam profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV.
A vacina não é indicada para a população em geral e fica restrita a grupos prioritários com perfis clínicos definidos pelo Ministério da Saúde. No DF, a aplicação ocorre no Hospital Universitário de Brasília (HUB), após avaliação técnica. Há tratativas com o ministério para receber novos lotes e recompor o estoque.




