Da redação
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que determina a retirada das forças americanas do conflito com o Irã. A votação ocorreu em Washington e resultou em um revés simbólico para o presidente Donald Trump, já que o texto, de natureza concorrente, não possui força de lei.
A resolução foi aprovada por 50 votos a favor e 48 contrários, após tramitar previamente pela Câmara dos Representantes. Como se trata de uma resolução concorrente, a medida não será encaminhada à sanção ou veto presidencial, limitando-se a um posicionamento político do Congresso sem efeitos práticos imediatos.
Desde o início do conflito, parlamentares da oposição tentam restringir as prerrogativas do presidente em ações militares. De acordo com a Constituição dos Estados Unidos, apenas o Congresso pode declarar guerra, embora o presidente possa ordenar hostilidades diante de ameaça iminente, devendo obter aprovação legislativa em até 60 dias.
Durante a tramitação da medida, Donald Trump classificou a iniciativa como “antipatriótica” e contestou os votos de parlamentares democratas e de quatro republicanos favoráveis à proposta. O presidente afirmou que seus ataques impediram o Irã de obter uma arma nuclear, e sustentou que o conflito teria sido encerrado devido a um cessar-fogo anunciado em maio.
Parlamentares democratas, no entanto, rejeitam a justificativa de Trump e alegam que forças americanas permanecem mobilizadas na região. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, declarou antes da votação: “Os americanos pagaram o preço pela histórica pisada na bola de Trump no Irã” e acrescentou que “Trump nunca, nunca deveria ter começado esta guerra”.
O conflito entre Estados Unidos e Irã intensificou-se após ataques conjuntos de forças americanas e israelenses em 28 de fevereiro. Embora Trump tenha declarado o fim das operações americanas após acordo de cessar-fogo, parlamentares continuam questionando a permanência de tropas na área, conforme disposto na legislação vigente.





