Início Mundo Senado expõe 53 juízes de Trump que evitam reconhecer derrota em 2020

Senado expõe 53 juízes de Trump que evitam reconhecer derrota em 2020

Senado expõe 53 juízes de Trump que evitam reconhecer derrota em 2020

Da redação

Os 53 juízes federais de primeira e segunda instâncias nomeados por Donald Trump em seu segundo mandato evitam reconhecer que o republicano perdeu a eleição presidencial de 2020 para Joe Biden. Audiências públicas e documentos oficiais do Comitê de Assuntos Judiciários do Senado dos Estados Unidos registram as respostas evasivas.

Nas audiências, nenhum dos indicados reconheceu que Trump perdeu no voto popular. Eles dizem apenas que Biden foi “certificado o vencedor pelo Congresso” e “serviu como o 46º presidente” dos Estados Unidos. Entre os nomeados estão Emil Bove, Matthew Schwartz e Justin Smith, advogados pessoais de Trump indicados a cortes de apelação, de segunda instância.

Os indicados também invocam o código de conduta judicial para dizer que comentar a eleição seria “impróprio”, por considerá-la um debate político. O senador democrata por Connecticut Richard Blumenthal chamou as respostas de “uma subversão desse processo [de confirmação de indicados], um insulto a esse comitê”.

Juízes federais, da primeira instância à Suprema Corte, são indicados pelo presidente e confirmados pelo Senado para cargos vitalícios. Os 53 nomeados equivalem a cerca de 6% das vagas. Trump indicou 231 magistrados no primeiro mandato, mesmo número de Biden; nos dois mandatos, soma 284, ou 33%.

Democratas e analistas veem a estratégia como esforço coordenado da Casa Branca e risco à independência judicial. O governo dá sinais de que poderá contestar resultados desfavoráveis nas eleições de meio de mandato. Trump disse que respeitaria os resultados “se eles forem honestos”. A lei SAVE America, que exige documentos para votar, passou na Câmara, mas está parada no Senado.