Da redação
O Senado realizou sessão especial para celebrar o Agosto Lilás e os 20 anos da Lei Maria da Penha. Autoridades e representantes de instituições participaram da homenagem, destacando avanços alcançados desde a criação da lei e defendendo o fortalecimento de políticas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.
Durante a sessão, a senadora Leila Barros (PDT-DF), autora do requerimento, afirmou que o Agosto Lilás deve representar um compromisso permanente com o enfrentamento à violência contra a mulher. Barros citou a criminalização do stalking, o monitoramento eletrônico de agressores e políticas de autonomia econômica como conquistas importantes. A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia também participou e afirmou que a Lei Maria da Penha se tornou símbolo do combate à violência contra a mulher, mas ressaltou a necessidade de mobilização contínua diante da persistência das agressões.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, defendeu ações articuladas entre Poderes, estados, municípios e sociedade, mencionando medidas do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. Lopes enfatizou a importância da educação, da autonomia econômica e da participação de homens nas ações de conscientização. Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Mulheres do Brasil, defendeu a atuação conjunta do poder público, sociedade civil e empresas, enquanto Ilana Trombka, diretora-geral do Senado, destacou a necessidade de levar os mecanismos de proteção a quem mais precisa.
Representantes do sistema de Justiça e da segurança pública citaram avanços institucionais, como medidas protetivas de urgência, redes de atendimento e a inclusão da perspectiva de gênero. A tenente-coronel Renata Cardoso, da Polícia Militar do Distrito Federal, falou sobre o Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica, que acompanha 715 mulheres em situação de risco. O enfrentamento das violências racial e de gênero também foi debatido, com destaque para o combate à misoginia e ao racismo.





