Início Brasil Senadora critica ausência do Ministério da Saúde em audiência sobre doenças raras

Senadora critica ausência do Ministério da Saúde em audiência sobre doenças raras

Presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), participa do lançamento do Banco Vermelho no Senado Federal. Uma luta pelo Feminicídiozero no Brasil. O projeto visa conscientizar sobre o fim da violência contra a mulher. Inspirado em uma iniciativa internacional, o projeto busca instalar bancos vermelhos em locais públicos com mensagens de reflexão e informações sobre canais de ajuda e denúncia.Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Damares Alves vai solicitar audiência com o ministro Alexandre Padilha para tratar do tema

Presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), participa do lançamento do Banco Vermelho no Senado Federal. Uma luta pelo Feminicídiozero no Brasil. O projeto visa conscientizar sobre o fim da violência contra a mulher. Inspirado em uma iniciativa internacional, o projeto busca instalar bancos vermelhos em locais públicos com mensagens de reflexão e informações sobre canais de ajuda e denúncia.Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em audiência pública que debate os desafios dos portadores de doenças raras diagnosticados já na vida adulta, realizada nesta segunda-feira (11), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou a ausência de representante do Ministério da Saúde e disse que vai solicitar encontro com o ministro Alexandre Padilha para debater o tema.

A declaração ocorreu após palestra da médica neurologista Fernanda Ferraz, que apontou falhas nos protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS) para identificação e atendimento dos pacientes de Esclerose Múltiplica e Neuromielite Óptica, bem como a dificuldade de acesso a medicamentos.

Para a senadora, a ausência do Ministério denota falta de compromisso com a pauta. “Eu tenho pessoas que vêm doentes, de outros estados, com problemas seríssimos de mobilidade. Aí o coordenador da área não pode vir, estando a 100 metros da gente”, criticou.

Também participam do encontro o neurologista do Centro de Referência em Doenças Raras da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Hamilton Cirne; a psicóloga clínica Marcela Borges Mustefaga; a presidente do Instituto Mara Gabrilli (IMG), Elisabeth Ribeiro; e a presidente da Associação de Pessoas com Esclerose Múltipla e Doenças Raras (Apemigos), Ana Paula Morais da Silva.

Debate

Estima-se que, no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas tenham alguma doença rara, de acordo com o Ministério da Saúde., o que representa aproximadamente 5% da população.

As doenças raras incluídas no debate, de acordo com o requerimento (REQ 40/2025 – CAS), são as que, de natureza neurológica e autoimune, provocam impactos profundos na vida dos pacientes, afetando sua autonomia, capacidade de trabalho e convivência social.

Diagnosticadas muitas vezes após um longo período de sintomas e incertezas, essas condições exigem acompanhamento contínuo, acesso a medicamentos de alto custo, suporte psicossocial e reabilitação.