Início Eleições Senadores eleitos em 2018 enfrentam obstáculos para conseguir reeleição oito anos depois

Senadores eleitos em 2018 enfrentam obstáculos para conseguir reeleição oito anos depois

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Da redação

Em outubro de 2018, 46 das 54 vagas no Senado Federal foram conquistadas por nomes novos, dez deles sem experiência em cargos eletivos. Oito anos depois da onda antipolítica associada à Operação Lava Jato e à eleição de Jair Bolsonaro, esses senadores enfrentam um cenário de renovação diante das eleições de 2026.

De acordo com levantamento, 18 dos 54 senadores que encerram o mandato em 2027 anunciaram que não buscarão reeleição. Outros três permanecem indefinidos, enquanto 33 indicaram intenção de disputar um novo mandato. Muitos desses enfrentam desafios em seus estados para formar alianças políticas capazes de viabilizar a reeleição.

Neste pleito, o Senado será renovado em dois terços, com a escolha de dois representantes por unidade da federação. A disputa ganha caráter estratégico devido às tensões entre Executivo, Congresso e Judiciário. De um lado, Flávio Bolsonaro (PL) mobiliza esforços para ampliar a bancada conservadora. Por outro, o presidente Lula (PT) tenta conter o avanço do bolsonarismo por meio de alianças estaduais e candidaturas próprias.

Nos últimos anos, o Senado ganhou protagonismo, especialmente ao rejeitar uma indicação ao STF, fato inédito em 132 anos. O cientista político Vitor Sandes afirma que “estrutura partidária, financiamento e alinhamento com candidaturas fortes voltam a ser decisivos”. Segundo Sandes, candidatos com experiência administrativa e redes regionais têm mais chances de sucesso.

No cenário de reeleição, nomes como Alessandro Vieira (MDB-SE), Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Avante) enfrentam dificuldades para formar alianças. Senadores como Soraya Thronicke (PSB) buscam reposicionamento político, enquanto Jorge Kajuru, Oriovisto Guimarães e Mara Gabrilli decidiram não disputar novos mandatos. Decanos como Paulo Paim e Jader Barbalho anunciaram aposentadoria.

Diversos senadores tentam outros cargos, como Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, e Marcos Rogério, favorito ao governo de Rondônia. A fragmentação partidária no Senado, que registrou 20 partidos em 2018, se reduziu para 13 legendas ao final do mandato atual, tendência que deve se manter nas próximas eleições.